A mão humana é composta por muitas estruturas, como ossos, músculos e em especial, os tendões. Os tendões responsáveis pelos movimentos das mãos e do punho se originam no cotovelo. Quando atingem a porção mais distante do antebraço, se dividem, passando por estruturas que são denominadas compartimentos.
A Tenossinovite de De Quervain caracteriza-se por um processo inflamatório da membrana que recobre esses tendões, devido a um aumento de atrito entre essas estruturas. Além da maternidade, atividades repetitivas como digitar, cozinhar, costurar, treinar musculação ou segurar objetos com força podem desencadear o quadro.



Sintomas
Em síntese, entre os principais sintomas relacionados a Tenossinovite de De Quervain, podemos citar:
- Inchaço no punho;
- Sensação de “trava” no polegar;
- Dificuldade de movimentação da mão, devido ao inchaço e a dor;
- Dores que se estendem da mão para o antebraço, intensificadas com a realização de alguns movimentos.
O Teste de Finkelstein
O teste de Finkelstein é o exame clínico mais conhecido para suspeita de Tenossinovite de De Quervain. Ele ajuda a identificar a inflamação dos tendões abdutor longo e extensor curto do polegar, que passam pelo primeiro compartimento extensor do punho.
Para realizá-lo, a pessoa dobra o polegar em direção à palma e, em seguida, fecha os outros dedos sobre ele. Depois, desvia o punho no sentido do dedo mínimo. Se houver dor intensa na lateral do punho, o teste é considerado sugestivo. Embora simples, ele não substitui a avaliação médica — que pode solicitar exames de imagem para descartar outras doenças do punho, como artrose ou síndrome do túnel do carpo.
Importância da avaliação especializada
Mesmo quando o teste é positivo, o tratamento não deve ser iniciado por conta própria. O ortopedista especialista em mão avalia a intensidade da inflamação, o tempo de sintomas e se há limitação funcional, orientando o manejo correto para evitar cronicidade.
Tratamento conservador
Na maioria dos casos, o tratamento da Tenossinovite de De Quervain começa de forma conservadora. O principal objetivo é reduzir a inflamação, aliviar a dor e impedir que o movimento repetitivo continue irritando os tendões.
A órtese de polegar (ou tala de imobilização) é um recurso importante, pois mantém o punho e o polegar em repouso funcional, reduzindo o atrito no compartimento extensor.
Em fases agudas, o uso de gelo e medidas anti-inflamatórias ajudam no alívio da dor, podendo ser associados a fisioterapia com foco em analgesia e correção de biomecânica.
Quando o quadro é mais resistente, a infiltração com corticoide no local oferece excelentes resultados, reduzindo a inflamação de forma rápida. Em grande parte dos pacientes, essa abordagem permite retorno às atividades usuais sem dores e sem necessidade de cirurgia.
Dor no polegar ao segurar objetos? Consulte-nos.Tratamento cirúrgico
Quando o tratamento conservador não resolve, ou quando há dor intensa e limitações importantes no dia a dia, indica-se a cirurgia. A técnica padrão consiste na abertura do primeiro compartimento extensor, aliviando o atrito mecânico entre os tendões inflamados e suas bainhas.
É um procedimento seguro, realizado com anestesia local e com excelente taxa de sucesso. Após o procedimento, o paciente costuma recuperar os movimentos do polegar de forma progressiva, com melhora significativa da dor e retorno às atividades. O tempo de recuperação varia conforme atividade profissional e uso repetitivo da mão, podendo ser necessário apoio fisioterápico no pós-operatório.
Agende sua consulta no Instituto Salute
Se você apresenta dor no punho ou no polegar que limita tarefas simples — como carregar o bebê, digitar ou abrir frascos — não deixe de procurar um especialista. O diagnóstico e o tratamento precoce evitam a cronificação e devolvem a mobilidade com segurança. Entre em contato e agende sua consulta.
